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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Complicações minhas...

Este fim de semana foi passar com ele, ou seja na casa dos pais dele. Confesso que já me chateia mesmo a distância que nos separa. Há uns bons meses atrás eu queria ir para a zona dele, mas não consegui emprego, e agora já não faço força para isso. Pois na altura ambos estávamos empregados, e ele tinha um melhor ordenado. Hoje ele está desempregado, e e não posso largar o que tenho por algo mais incerto ou que ganhe menos, só para estar com ele, quando ele pode se mexer para aqui. Já discutimos sobre isso e tudo, porque eu sempre pensei em deixar o que tinha para ir ter com ele, mas ele não pensou da mesma maneira quando ficou sem emprego. Ele diz que não, mas eu acho que é influência da família dele. Enfim...

Mas como ia dizendo foi passar a passagem de ano com ele, visto que o natal passei com a minha família. E correu bem, se bem que por vezes me passo, mas também ando calejada de me esconderem as coisas, e acho que ele é muito menino da mãe. Devia ser mais homem, mais autónomo, mas deixa-se levar pela mãe, e também pelo pai. Enfim...é complicado. Eu não digo que a minha família bata bem da cabeça, pois não batem mesmo. Tanto que o meu pai mal me fala. Às vezes penso se não é inveja ou mesmo falta de compreensão minha. Ou então sou eu que não me adapto àquela maneira de ser que é normal. Talvez sejam os beijinhos, ou de manhã dizer sempre bom dia, ou sei lá. Ou então seja mesmo porque ele vive num prédio e eu estou habituada ao campo, e na cidade me sinto como um pássaro numa gaiola. Não sei bem o que é.

Nunca pensei que amar fosse tão difícil, e ainda por cima acham que não faço esforço nenhum, como se não sofresse. Os pais dele devem achar; pelo menos o pai dele acha, que ele é perfeito, um rapaz honesto, trabalhador, dedicado, que nunca mente, enfim...Só os meus pais já não pensam isso, para eles sou igual aos outros, com a diferença que sou filha deles. 

Falo isto, mas também nunca foi mal tratada, mas por vezes sinto muita pressão sobre mim, tanto da família dele como da minha. Todo o pai pensa que sabe o que é melhor para o filho, mas a verdade nem sempre é essa. E quando se tem uma certa idade, temos que pensar por nós, e não os pais, e muito menos os pais esconderam coisas dos filhos. Coisas que influenciam suas vidas. Ai...é complicado. 









quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

A minha revolta

O meu namorado está agora com uma ileostomia. Tudo começou à mais de um ano atrás, fruto de uma operação que eles diziam que ia ser fácil, mas que teve problemas e teve de ficar com a saquinho. Este mês passado ele foi sujeito a uma operação para retirar o saco e, fazer a ligação entre o intestino delgado e o restante intestino grosso, contudo as coisas não correram bem e ele teve de ficar outra vez com o caso, ou seja com uma ileostomia. Ou seja esteve no hospital tanto tempo, onde foi sujeito a duas operações para ficar na mesma. Na mesma não ficou, pois emagreceu e ficou muito mais fraco. E os médicos só sabem dizer que foi o organismo dele que não reagiu bem. Isto é que é uma desculpa para a incompetência deles. Os pais dele sempre acreditaram na equipa médica, mas para mim as coisas não são assim. Infelizmente vemos muitos casos de negligência por parte deles. 

Da outra vez as coisas correram mal, ele teve de ficar com o saco, mas como era uma situação temporária, e aceitei bem. Também tinha tido um avô que teve cancro do cólon, que ficou com o saco e depois tirou e tudo correu bem. Mas com o meu namorado as coisas não foram bem assim. E pior! ele nem tinha cancro, apenas a probabilidade de vir a ter cancro. O que ele tem é polipose familiar. A mãe dele teve cancro a partir daí tudo se desenrolou. Mas com a mãe dele correu tudo bem, e ainda bem que sim. Mas a minha pergunta é porquê que as coisas não correram bem com ele?! Porquê que os médicos não sabem explicar as coisas bem?! 

Ele agora já está bem casa, uma semana antes de vir um médico disse que o melhor é ficar com o saco para sempre. Ora se isto é coisa que se lhe diga!!! Ele ainda tem intestino grosso, e tem apenas 33 anos. É um jovem ainda, e os médicos não percebem que depois ele tem uma vida muito mais limitada. Sabe-se lá quando é que ele podia ter cancro, e às tantas quanto tivesse corria tudo bem. Mas por vezes dá-me ares que os médicos querem é fazer experiências. Sim! porque a primeira operação foi uma sangria desatada. 

Resumindo ainda só tive com ele, sem a ileostomia, 3 meses. Depois roubaram-mo. Estou a exagerar, mas também a mim, que ia fazer uma vida com ele a dois, não me foi dito nada sobre ficar com o saco. A mim só me foi dito que ia ser uma coisa muito fácil. Nem me explicaram que mesmo tirando esse pedaço de intestino ele ainda pode vir a ter cancro. Estou revoltada com tudo, com a medicina que não explica nada a nós, porque eles é que mandam e fazem. Mas o certo é que os ordenados deles saem dos meus impostos e de toda a gente. E depois chegamos lá e somos muitas vezes mal atendidos. Também existem bons médicos, mas a verdade é que muitas vezes os médicos, enfermeiros ou auxiliares estão lá contra vontade, só para ganhar o ordenado deles, e se esquecem que um dia pode acontecer a eles.